ALGUNS CLUBES DA SÉRIE C DEVEM REPENSAR NO FUTEBOL PROFISSIONAL, DIZ RUBENS LOPES

Presidente da FERJ acredita que amadorismo seria mais rentável para certos filiados

Durante o lançamento da nova bola do Campeonato Carioca, realizado na última quarta-feira (12), o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), Rubens Lopes, aproveitou para analisar as edições das Séries B2 e C em 2018. Tais competições foram as mais conturbadas na temporada estadual.

Ao analisar o quadro financeiro e a falta de estrutura da Quartona, o mandatário chegou a sugerir que alguns dos filiados repensem o profissionalismo. Segundo Rubinho, ir para o amadorismo e assumir o papel de clube formador seria algo mais adequado para determinados filiados.

- Os clubes da Série C, nem todos têm estádios. Jogam em estádios cedidos, emprestados, alugados... Possuem dificuldades financeiras consideráveis e alguns clubes deveriam repensar se vale a pena ser profissional, participar de competição profissional, e ver se não é melhor ser um clube formador, amador e ter uma despesa muito menor, com obrigações de legislação muito menores, com ônus muito menor.

Rubens Lopes afirmou também que "não tem expectativa" quando o assunto são as resoluções dos problemas estruturais na Série C. Segundo o dirigente, a FERJ seguirá atuando para que tais ocorrências sejam minimizadas. Isso não quer dizer que a evolução será tão perceptível em 2019.

- Acho que são pontos que deveriam servir de reflexão para esses clubes. Não tenho expectativa para que no ano seguinte a Série C não venha a apresentar problemas semelhantes ao que apresentou agora. Vamos fazer o possível para que não aconteça, mas é muito difícil que isso não venha novamente a ocorrer.

Imbróglio judicial na B2 também é analisado

Sobre a Terceirona, que chegou a ficar paralisada por mais de um mês em virtude do caso envolvendo a suposta escalação irregular de Felipe Zuca, do Maricá, Rubens Lopes foi taxativo ao eximir a Federação de qualquer tipo de culpa. O presidente da FERJ acredita que as escalações de cunho duvidoso, que se transformaram em rotina no futebol do Rio de Janeiro, poderiam ser evitadas com trabalho realizado de maneira mais apurada nos clubes.

- A B2, especificamente, se arrastou mais de um mês não foi por responsabilidade da Federação. Aconteceu por equívoco de um determinado clube que colocou um atleta em condição duvidosa e alguém recorreu ao judiciário. E isso é imprevisível. Os departamentos técnicos dos clubes devem ser extretamente atentos aos prazos e condições do regulamento quanto às condições de jogo dos atletas.

- A justiça tem seus prazos a cumprir e têm que ser respeitados. A decisão levou mais de 30 dias, gerando dificuldades para os clubes. O que eu espero, o que a gente sempre fala, pede, recomenda, é que o departamento técnico de um clube deve estar extremamente atento à condição de jogo. Aqui no Rio de Janeiro já tivemos um clube grande, o Vasco da Gama, que perdeu uma semifinal porque perdeu pontos por utilizar um atleta irregular. O Macaé, que estava classificado para a fase principal desse ano, perdeu a posição para o Volta Redonda em função de ter colocado um atleta sem condições de jogo em algumas partida.

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